O que sabemos sobre a linfa e o sistema linfático?
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| 24 Março, 2023
Descubra qual o papel que a linfa e o sistema linfático desempenham no nosso corpo, que tipo de defesa fornecem e os órgãos que compõem o sistema linfático
A linfa e o seu papel protetor no organismo
A linfa é um líquido claro, entre transparente e esbranquiçado, composto principalmente por glóbulos brancos e quilo – um líquido do intestino que provém do processo da digestão. O quilo é composto por algumas proteínas e é rico em lípidos. Também encontramos na linfa alguns microrganismos e células nocivas, que vão sendo transportadas para os gânglios, de forma a serem eliminados. Ao contrário do sangue, a linfa não transporta oxigénio, hemoglobina ou glóbulos vermelhos.
Sabia que produzimos cerca de 3 litros de linfa por dia?
O nosso organismo é composto por uma grande rede de capilares e vasos, tanto sanguíneos como linfáticos. No sistema linfático, encontramos não só os capilares e os vasos, como também podemos encontrar gânglios linfáticos. Estes agrupam-se e formam cadeias ganglionares. Também encontramos outros tecidos e estruturas como o baço, timo, amígdalas, etc.
Entre os órgãos mais determinantes temos, por exemplo, a médula óssea, que poucos associam ao sistema linfático, mas é onde se produzem os linfócitos. Estes são um tipo de célula imunitária elaborada na medula óssea, que se conectam ao sistema linfático e imunológico.
A médula óssea vermelha está encarregue de produzir linfócitos, que são um tipo de glóbulo branco que deteta, identifica e destrói os vírus, bactérias e outros microrganismos nocivos.
Existem vários tipos de linfócitos:
Linfócitos B
Os linfócitos B são os responsáveis por produzir os anticorpos necessários (imunoglobulinas) para eliminar um patogénico ou um antigénio que entra no corpo.
Estes linfócitos são produzidos e amadurecidos na médula óssea vermelha e podemos encontrá-los no sangue, que os conduz até ao baço ou às cadeias ganglionares. Ali esperam que chegue, através da linfa, um antigénio ou patogénico concreto para se ativarem.
No sangue podemos encontrar diversas células, como os glóbulos brancos (monólitos, linfócitos, neutrófilos, eosinófilos, basófilos e macrófagos), glóbulos vermelhos (hemácias) e também plaquetas.
Linfócitos T auxiliares
Os linfócitos T auxiliares são responsáveis pela destruição de células patológicas. Embora também sejam produzidos na medula óssea vermelha, amadurecem no timo e depois passam para os gânglios linfáticos.
São responsáveis por coordenar, ajudar e executar a resposta imune contra antigénios ou proteínas estranhas que possam encontrar (agentes infeciosos, células cancerígenas, etc.).
Linfócitos NK
Os linfócitos NK produzem-se também na médula óssea, são maiores em tamanho, e, no seu interior podemos encontrar grânulos. Ao contrário dos anteriores, nos gânglios linfáticos há uma menor presença destes linfócitos NK, encontrando-se em grande número em algumas mucosas, em capilares pulmonares, fígado, baço, trato digestivo… A nível do sangue apenas equivalem a 5-15%.
O seu nome vem de Natural Killer, já que ataca tumores e um grande número de patogénicos sem ter que se ativar, comos se sucede com os outros dois grupos os linfócitos B e T. Proporcionam uma proteção frente a infeções virais e bacterianas, detetam e limitam a proliferação de células tumorais, já que estão na primeira linha de defesa.
Tipos de defesa do organismo
O organismo conta com uma defesa inata não específica e uma defensa específica adquirida:
Defesa inata não específica
Quando falamos de defesa inata não específica referimo-nos a um mecanismo de defesa presente desde que nascemos – os macrófagos e as células NK (natural killer). Se entrarem bactérias ou vírus no organismo, estas células identificam o agente patogénico, destruindo-as.
Defesa específica adquirida
Às vezes, a primeira barreira não é suficiente, pois estes patógenos não são identificados devido à sua camuflagem. É aí que os linfócitos B e T entram em ação, formando o conhecido sistema imunológico específico, responsável por juntar patogénicos com anticorpos.
Desta forma, as células NK podem ser reconhecidas e eliminados pelos macrófagos.
Quais são os órgãos que formam parte do sistema linfático?
Em resumo, os órgãos e os tecidos que formam parte do sistema linfático são os seguintes:
- A médula óssea, substância esponjosa e gelatinosa que se encontra dentro dos ossos, cuja função é sintetizar diversos tipos de células sanguíneas, incluindo as células do sistema imunitário, antes que migrem para os órgãos onde serão ativadas, como as células B e T (linfócitos B e T).
- O timo, encarregado de ativar as células imunitárias chamadas células T, sobretudo antes e durante a puberdade.
- As amígdalas.
- O baço, onde encontramos as células B.
- Os gânglios linfáticos.
O sistema linfático tem como função o transporte e armazenamento do sistema imunológico. Para ser eficaz, é imprescindível que a sua mobilização seja a correta. Um Sistema linfático lento fará com que a resposta do sistema imunológico seja ineficaz ou muito lenta. A identificação e destruição de patogénicos será tardia, o que pode ter um resultado perigoso.
Uma forma muito eficaz de manter o sistema linfático nas condições ideais para o transporte dessas células de defesa, é o uso de equipamentos de pressoterapia adequados. Lembremos que nem todos os equipamentos chamados de “pressoterapia” são realmente eficazes na mobilização de proteínas, etc.