O QUE HÁ DE NOVO NO LINFEDEMA E A CONEXÃO COM A FIBROSE
Artigos
| 26 Janeiro, 2023
FIBROSE NO LINFEDEMA
A fibrose linfostática é um endurecimento progressivo da pele que ocorre em todos os pacientes com linfedema. Nas primeiras etapas do linfedema, o edema é suave, mas à medida que o tempo passa, as fibras do tecido conectivo começam a desenvolver-se na pele e debaixo dela. Esta “fibrose” substitui gradualmente o tecido normal, o que torna a pele e o tecido duros e inflexíveis. O linfedema “organiza-se” de acordo com a presença de fibrose e dependendo da pele, podendo causar alterações.
COMO SE FORMA A FIBROSE LINFÁTICA?
Neste momento, não temos uma compreensão completa do mecanismo pelo qual se forma e se desenvolve a fibrose linfostática. A evidência mais recente mostra que a fibrose é causada pela inflamação.
Quando as células e os vasos ficam danificados, o corpo responde com inflamação. O edema crónico danifica as células e os vasos linfáticos e isto causa inflamação. Durante a inflamação, o corpo produz fibras de colagénio na área lesionada, para substituir as estruturas danificadas. Supõe -se que a acumulação de fibra termina depois de a inflamação estar curada. No entanto, no caso do linfedema, o edema crónico permanece, causando mais danos e inflamação das células e vasos, impedindo que o “sinal de paragem” encerre o processo.
Pouco a pouco, a fibrose substitui o tecido normal e a área torna-se dura. A fibrose também danifica e destrói os vasos linfáticos, prejudicando a drenagem linfática da área afetada.
A FIBROSE LINFÁTICA PODE SER PREVENIDA?
A progressão da fibrose linfostática pode ser parada ao eliminar o edema que impulsa o processo inflamatório. Os tratamentos de massagem, pressoterapia, exercício e Lympha Press® aumentam a função dos vasos linfáticos para drenar o edema da área. Se os vasos linfáticos locais estiverem destruídos, os tratamentos movem o edema para áreas com vasos linfáticos sãos para a sua absorção.
APLIQUE O TRATAMENTO NOS ESTADOS INICIAIS DO LINFEDEMA, ANTES QUE O DANO SEJA IRREVERSÍVEL
O tratamento precoce e eficaz é importante para prevenir ou minimizar o desenvolvimento da fibrose. O melhor é usar Lympha Press® o mais cedo possível.
Se o tecido já estiver duro e fibroso, não poderá voltar ao seu estado anterior. No entanto, o tratamento pode tornar a pele e os tecidos mais flexíveis e remodelá-los para melhorar a drenagem linfática, a mobilidade e a função dos membros.
OUTROS TIPOS DE FIBROSE NA TERAPIA DE LINFEDEMA
A fibrose cirúrgica é um tecido cicatricial qua se em forma num sítio de incisão. Pode ser superficial ou ir mais fundo se o cirurgião precisar “túnel” sob a pele.
A fibrose de radiação é causada pelo dano do tecido de radiação. Cording, também conhecido como “síndrome de la web axilar”, é causado por cirurgias de cancro da mama.
A fibrose pós-celulite é comum em pacientes com insuficiência linfática venosa crónica (phlebolymphedema).
Estes tipos de fibrose criam um tecido cicatricial duro que pode bloquear os vasos linfáticos e prevenir a drenagem linfática. É importante tratar estas áreas, para que a drenagem linfática não se obstrua e para melhorar o intervalo de movimento do paciente
TRATAMENTO MANUAL DA FIBROSE
Os terapeutas de linfedema usam técnicas especiais de MLD para suavizar a fibrose. Podem colocar espumas de diferente firmeza sob curativos, ou inserir sacos de pano cheios de inserções de espuma sob roupas de compressão para aplicar compressão adicional.
AS CONFIGURAÇÕES DE TRATAMENTO LYMPHA PRESS® SÃO AJUSTÁVEIS PARA TRATAR FIBROSE
É possível que se necessitem de ajustes de pressão mais elevada em áreas fibróticas, uma vez que a superfície da pele mais dura resiste à compressão. No entanto, o tratamento deve ser sempre confortável.
O profissional responsável pelo paciente avalia fatores como a integridade da pele e conforto antes de tomar uma decisão sobre o nível de pressão, uma vez que alguns pacientes podem ter áreas de pele mais sensíveis/dolorosas. Uma vez que o edema seja reduzido e a pele suavizada, a pressão do tratamento pode ser reduzida também.
SE NÃO TRATAR, O LINFEDEMA FICARÁ PIOR
Etapa 0 – Linfedema

Não há inchaço visível porque o fluido tecidual não se acumulou para esticar a pele. Pode haver uma sensação de aperto ou peso.
Etapa 1 – Linfedema

A mão ou o pé (o ponto mais distante do membro) pode parecer “inchado”. Pressionar a pele pode deixar uma impressão (“edema depressível”), indicando que o fluido do edema começa a engrossar à medida que as fibras de colagénio se formam.
Etapa 2 – Linfedema

O inchaço é esponjoso em vez de inchado porque as fibras conectivas da fibrose desenvolvem-se no edema. O líquido é mais como um gel. O edema torna-se mais firme à medida que a rede de tecido conjuntivo continua a crescer. Finalmente, pressionar o edema com a ponta do dedo não deixa uma depressão (“edema sem depressões”). Algumas mudanças são permanentes, mas o inchaço pode ser reduzido com o tratamento.
Etapa 3 – Linfedema

A pele fica dura e o membro tem uma textura fibrosa. O edema fluido foi substituído, até certo ponto, por tecido conjuntivo e depósitos de gordura associados. O membro pode ser muito grande, com dobras, lóbulos e aberturas que vazam líquido linfático.
Exemplos

Exemplos de inserções usadas por terapeutas sob curativo para amolecer o tecido com fibrose.

Pernas com fibrose antes e depois do tratamento com Lympha Press®